E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. (1 Pedro 4:7)

terça-feira, 30 de junho de 2015

Fracos Modelos de Cristo


Deus tem um sobrenome. Ele foi chamado o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Como é que Deus se sentiria se tivesse o meu nome como o Seu sobrenome?

Cada crente deve representar o Senhor Jesus aqui na Terra, devendo ser uma cópia do Salvador e mostrar Cristo ao mundo. Essa é uma tremenda responsabilidade. 

Nós somos membros do corpo de Cristo. O corpo é o veículo através do qual uma pessoa se exprime. O corpo de Cristo, a Igreja, é o veículo pelo qual Ele deseja revelar-Se ao mundo.
Assim, uma questão é levantada a cada um de nós: “Que tipo de imagem de Cristo ofereço ao mundo?” E devemos perguntar a nós mesmos:
Se a única visão que têm de Cristo
É o que vêem dEle em ti,
Minha alma, o que vêem eles?

Charles Swindoll disse: Alguém explicou: Deus tem um sobrenome. Ele foi chamado o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Ele não se sentia envergonhado de ser o Deus destes homens (Hb 11.16b)Como é que Deus se sentiria se tivesse o meu nome como o Seu sobrenome?

Quer queiramos quer não, o mundo observa-nos com a atenção de uma gaivota que espreita um camarão em águas pouco profundas. O crente... está sob vigilância constante. Este é o nosso problema ocupacional número um. E quando falamos do nosso Salvador e da vida que Ele nos oferece, tudo o que dizemos é filtrado através daquilo que os outros observam em nós.

Ferido em casa dos seus amigos

O triste fato é que Cristo tem sofrido bastante devido às vidas daqueles que professam ser Seus discípulos. Ele tem sido ferido até na “casa dos Seus amigos.”
James Spink disse:
A causa do Cristianismo tem sido mais prejudicada pelo seus seguidores do que pelos seus oponentes, porque o mundo compara freqüentemente a profissão de fé de um cristão com a prática da mesma. Dizem, com uma certa razão, que se o Cristianismo é aquilo que nós defendemos ser, então as nossas vidas deveriam ser diferentes.
Hudson Taylor concordou:
A incongruência dos cristãos, que ao professarem que crêem na sua Bíblia mas se sentem felizes em viver como se tal Livro não existisse, tem sido um dos maiores argumentos para a discussão dos meus companheiros mais céticos.
Não é difícil encontrar ilustrações para a forma como o Senhor é freqüentemente tão mal representado. Recentemente, vi uma camionete com dois adesivos no pára-choque traseiro. Um dizia: “Eu amo Jesus”. No outro podia ler-se: “Se bates no meu carro, acabo contigo”. Aparentemente o dono do carro não podia ver a contradição gritante dos dois sentimentos.
Por exemplo, George Duncan conta a seguinte história do mundo dos negócios: Um negociante... tinha participado de um programa cristão de rádio na noite anterior, e uma das suas funcionárias o tinha ouvido. Na manhã seguinte, ele estava de muito mau humor, as coisas não estavam correndo bem, e a funcionária acabou sendo vítima do mau humor do patrão. Ao sair do escritório ela comentou com uma colega que entrava: “Está certo... Venham a Jesus no domingo à noite e vão para o Diabo na segunda-feira de manhã.”
Quando um homem de negócios cristão não cumpriu o que havia prometido, um concorrente perguntou-lhe: “A que igreja você pertence?” Ele respondeu: “A minha igreja não tem nada a ver com esse assunto. Isso é negócio”. Pode ter levado vinte anos dando um bom testemunho, mas destruiu-o em vinte segundos.
Quando um famoso ator ou atriz relata que “nasceu de novo”, a notícia é transmitida por todos os meios de comunicação disponíveis. Mas, da mesma forma, também são transmitidas as notícias de que ele, ou ela, não abandonaram completamente o seu modo de vida anterior, quando aparecem num filme de baixo nível, tornando evidente que Cristo não fez diferença na sua vida.
E os “músicos cristãos” com a sua atuação teatral, sugestiva linguagem corporal, letras muito duvidosas e música que imita a do mundo: Será isto Cristianismo? Ou será uma paródia, uma imitação ridícula?
Um criminoso declarou ter-se convertido numa grande campanha evangelística. A notícia espalhou-se imediatamente, mas ele continuou com as suas atividades criminosas, contatando com o sub-mundo do crime. Quando alguém o confrontou com essa caricatura de Cristianismo, ele disse: “Nunca me foi dito que por dizer sim a Jesus, eu tinha de voltar as costas à minha vida anterior. Não entendo, há jogadores de futebol cristãos, há “cowboys” cristãos, há políticos cristãos. Por que não pode haver um criminoso cristão?” Desde ali ele abandonou o Cristianismo.
Depois, temos as personalidades cristãs da televisão, de roupas caras, cabelos perfeitos, cobertas de jóias, pintadas como Jezabel. É desta maneira que Jesus é apresentado, tão diferente do meu amigo pobre de Nazaré.

Um negócio rendoso

Não convém, também, esquecer alguns pregadores de rádio ou de televisão, que levam a vida angariando dinheiro e vivem em casas suntuosas, viajam em automóveis e aviões caríssimos. Nunca demora muito para que um repórter exponha todo o jogo tal como é, e que o Cristianismo fique, de novo, prejudicado.
Foi noticiado que um dos pregadores favoritos da América vivia numa mansão de muitas salas, remodelada como o Palácio de Versalhes, com fabulosos jardins, estábulos e lagos. Outro comprou uma mansão de meio milhão de dólares em Los Angeles, a que a sua esposa se referiu como sendo um cantinho para fugir à rotina. Um Rolls Royce também foi adicionado à sua frota de Mercedes e Jaguars.


Quantas vezes Cristo é difamado por “políticos cristãos” de linguagem vulgar, compromissos duvidosos, associações obscuras? É incalculável a desonra causada ao nome de Jesus.É constrangedor verificar o número de líderes cristãos que, ao atingirem os pináculos do poder cristão, acabaram nas manchetes dos escândalos sexuais. Alguns desapareceram com as secretárias particulares e divorciaram-se das suas esposas. Quantas mulheres cristãs, bem conceituadas, deixaram seu lar e marido para viver com outro homem? O mundo evangélico realmente está necessitando de uma limpeza profunda.

Talvez se devesse mencionar também os prisioneiros famosos que proclamam ter sido salvos. Através de uma forte representação dos crentes, um juiz duvidoso e relutante concorda em libertá-los. Algumas organizações cristãs aproveitam-se deles colocando-os como pregadores itinerantes (para arranjar mais fundos financeiros para a organização). Pouco tempo depois estes homens caem novamente na criminalidade e são detidos. Estudantes cristãos que colam nos exames, donas de casa que discutem com os vizinhos, pessoas que são mal-educadas e impacientes desonram a Palavra de Deus. Todo o comportamento que não reflita o caráter de Cristo fará com que os seus inimigos se manifestem e blasfemem. Todo o mau exemplo fará os descrentes dizerem: “Aquilo que tu és fala tão alto que abafa o que dizes”. Foi este tipo de conduta que levou John MacArthur a dizer: “Penso que Jesus tinha muito mais classe que muitos dos seus representantes”.
Uma vez, um soldado apresentou-se a Alexandre o Grande por ter desobedecido a ordens:
- “Como te chamas?” perguntou Alexandre.
- “Alexandre,” respondeu o soldado com acanhamento.
- “Alexandre? Ou mudas de nome ou de comportamento!” ordenou o grande chefe militar.
Aqueles, dentre nós, que defendem o título de cristão, têm obrigação de agir em conformidade com ele. “É contraditório alguém dizer que crê, e agir como se não cresse.” (H.G.Bosh).
Certa vez, em conversa com Mahatma Gandhi, E.Stanley Jones disse:
“Estou ansioso por ver o Cristianismo naturalizado na Índia, para que não seja mais uma coisa estrangeira identificada com um povo estrangeiro e um governo estrangeiro, mas para que faça parte da vida nacional da Índia e que o seu poder contribua para o crescimento e redenção deste país. O que é que sugere que façamos para que isso se concretize?” Gandhi pensativa e gravemente respondeu: “Eu sugeria... que todos vocês, cristãos... começassem a viver mais à semelhança de Jesus Cristo. Em seguida, sugeria que praticassem a vossa religião sem a adulterar ou depreciar. Por último, sugeria que dessem mais valor ao amor, porque o amor é o centro e a alma do Cristianismo”.
Atribui-se a Gandhi ter dito: “Eu teria sido um cristão se não fossem os cristãos.”
Brian Goodwin conta-nos sobre um jovem chinês que fora educado por um missionário numa escola cristã. Ele admirava o seu professor e, anos depois, ao saber que este tinha voltado à cidade, tentou entrar em contato com ele no hotel onde o professor se encontrava hospedado. No entanto, recusaram-se a anunciá-lo ao missionário e expulsaram-no do hotel. “Então é assim que os cristãos agem,” murmurou o jovem ao afastar-se. Todos os anos de cuidado e atenção que tinha recebido do seu professor missionário foram anulados por aquela grande humilhação. O nome deste jovem era Mao Tse-tung.
Bem, estas foram as más notícias. Graças a Deus que a história não acaba aqui.  (William MacDonald — http://www.chamada.com.br)

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