E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. (1 Pedro 4:7)

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Por Que Apocalipse 20 Faz Sentido?

Por tudo o que sabemos, o apóstolo Paulo foi para a glória sem saber que o reino eterno do Messias começaria com um período de 1.000 anos que antecede as eras sem fim que seguirão.

As Escrituras hebraicas são explícitas e inequívocas: o reino messiânico escatológico é eterno (Dn 2.44; Dn 7.27). Apenas nas páginas finais do Novo Testamento, dadas ao apóstolo João três décadas depois do martírio de Paulo, foi que Deus introduziu o conceito de um Reino Milenar, revelando que o drama do final dos tempos terá início com um período de 1.000 anos.
Esse segmento do Reino do Messias será diferente do segmento eterno por, pelo menos, dois relatos importantes. Primeiro, seres humanos mortais entrarão no Reino Milenar e terão filhos que precisarão ser evangelizados. Segundo, muitos daqueles que nascerem no reino rejeitarão a Cristo, se ajuntarão em um exército contra Ele, e se rebelarão no final dos 1.000 anos, quando Satanás for solto “por pouco tempo” (Ap 20.3).
Claramente, o reino de 1.000 anos de Apocalipse 20 deve ser entendido como o estágio inicial do reino eterno a ser governado pelo Messias Jesus.
As pessoas que rejeitam uma leitura literal dessa passagem e espiritualizam o texto, usando interpretações alegóricas, insistem que não existe uma base lógica para um começo tão imperfeito de um governo messiânico. Elas alegam que não há sentido em uma época inicial imperfeita em que Satanás está preso temporariamente e o Messias governa sobre uma terra povoada em parte por incrédulos mortais.
Logo, dizem os negativistas, o reino de mil anos deve ser uma metáfora; e que não há como defender uma cena de abertura que terminará com outro ato de sedição contra Deus e o seu Cristo.
Minha resposta tem duas partes. Primeiro, não é por falta de uma base lógica explícita, que nenhuma base lógica é possível. A Palavra de Deus revela claramente um estágio inicial. Não parece pertinente insistir que, como a mente de uma pessoa (ou a sua teologia) não vê espaço para tal estratégia, que a Palavra de Deus não possa significar aquilo que ela diz tão obviamente.
Não seria mais nobre dobrarmos os joelhos para o ensinamento claro da passagem e confiarmos que Deus sabe o que está fazendo, mesmo que isso não seja imediatamente manifesto a nós?
Em segundo lugar, a base lógica para a época milenar inicial não é realmente tão inescrutável. Viver neste mundo é estar em uma cidade murada estabelecida por três inimigos: o mundo, a carne e o Diabo. No estágio milenar do Reino, o Diabo será preso; ele ficará incapacitado de perturbar os mortais que estarão vivendo na terra. O mundo estará sob o governo perfeito do Rei Jesus, com paz, igualdade, justiça e suficiência em todo o globo.
O que resta? O homem decaído, que é um inveterado arrumador de desculpas. As pessoas amam colocar a culpa nos outros: “Todos os fracassos e as fraquezas de minha vida não são minha culpa; são culpa de alguém!”.
O Reino Milenar demonstrará infalivelmente ao universo moral inteiro que o problema do homem é ele mesmo – sua própria rebelião; seu orgulho e seu egoísmo sem fim; e, sobretudo, seu ódio pelo Deus que merece sua devoção e fidelidade.
Depois de mil anos Satanás será solto; e, como um raio, o tentador juntará um vasto exército de entre aqueles que aproveitaram da vida idílica que o Rei Jesus lhes proporcionou. O exército se levantará em uma rebelião insana e fútil contra Ele.
Seria possível imaginar um indiciamento mais poderoso da humanidade do que o cenário exposto através da leitura literal de Apocalipse 20.1-7?
Na verdade, o Reino Milenar é mais bem concebido como a conclusão do processo que o Criador move contra uma raça rebelde. Deus moldou e moldará toda a história humana de maneira que mostre a Sua glória o mais perfeitamente possível; e é apenas contra a demonstração da total depravação e rebeldia da humanidade, como está descrito em Apocalipse 20, que podemos entender as profundidades da misericórdia e da graça de Deus (1Co 1.21). (Douglas Bookman, Israel My Glory)

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