E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. (1 Pedro 4:7)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PRESENÇA DE DEUS NO LAR

Na história do cristianismo existem personagens que eu realmente gostaria de conhecer.

Isso me faz lembrar dos tempos, quando adolescente, na Igreja Batista 22 de Novembro, em Niterói. Havia naquela época o Conjunto Independência e Vida, formado por homens e mulheres. Lembro-me que sempre cantava aquele hino “primeiro quero ver meu Salvador”.

Quando no céu chegar, se houver base teológica para tal afirmação, depois de conhecer meu Salvador, gostaria de conhecer, além de alguns personagens bíblicos, pessoas como Lutero, Moody e o irmão Lawrence.

Irmão Lawrence foi um monge francês (1614-1691), da Ordem Carmelita. Sua grande contribuição para a história do cristianismo foi mostrar que praticar a presença de Deus era algo que se devia buscar nos pequenos afazeres, nas pequenas decisões, desde uma oração propriamente dita, até mesmo uma simples caminhada, o catar de um graveto no chão ou mesmo cozinhar. Irmão Laurence era cozinheiro de seu mosteiro.

Enquanto passava o dia na cozinha de seu mosteiro, esfregando as panelas, Irmão Lawrence transformava aquele serviço cansativo, monótono e sujo (as cozinhas daquela época não eram como as que vemos nos programas de televisão) numa prática da presença de Deus. Enquanto esfregava as grandes panelas ele orava pedindo para que Deus limpasse sua vida de toda a sujeira do pecado. Enquanto colocava as panelas em ordem, ele pedia a Deus que colocasse em ordem aquilo que estava fora de lugar em sua vida.

Irmão Lawrence nos ensinou que praticar a presença de Deus não precisar ser necessariamente num templo, mas que pode ser feito através das coisas mais simples que fazemos.

Uma mãe pode praticar a presença de Deus quando ao passar a roupa da escola do filho ora pela vida acadêmica, pelos professores, pelas amizades que o filho desenvolve no ambiente escolar.

Quando um pai pega seu filho no colo, pode praticar a presença de Deus pedindo para que o próprio Deus, nosso Pai Eterno, sempre esteja com suas mãos estendidas para nos proteger e nos amparar.

Quando tomamos banho, podemos praticar a presença de Deus, orando para que Deus nos limpe das sujeiras que se ficam escondidas no nosso coração.

Quando varremos a casa, podemos praticar a presença de Deus orando para que o sangue de Jesus purifique nosso lar das impurezas que todos os dias os meios de comunicação tentam despejar sobre nossa família.

Quando uma esposa passa a roupa de seu marido pode praticar a presença de Deus orando para que seu esposo seja um homem honesto.

Quando um marido participa dos afazeres domésticos pode praticar a presença de Deus orando para que aja união na família.

Praticar a presença de Deus, como escreveu Irmão Lawrence, é um exercício da vontade, é fazer Deus presente em todos os momentos de nossa vida.

Se seguirmos o exemplo de Irmão Lawrence, seremos pessoas mais felizes.

Certa vez perguntaram ao Irmão Lawrence: “Como pode permanecer tão sereno e feliz enquanto passa os dias sozinho, cumprindo uma tarefa como essa?”. Irmão Lawrence respondeu: “Eu pratico a presença de Deus”.

“O tempo do trabalho”, ele dizia, “não me é diferente do tempo da oração; e tanto no barulho e estardalhaço da minha cozinha, enquanto várias pessoas estão gritando ao mesmo tempo por coisas diferentes, Eu possuo a Deus em grande tranquilidade como se estivesse de joelhos diante do Santíssimo Sacramento.”

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